Professores da UnB mantêm indicativo de greve por valorização salarial
Assembleia da ADUnB decide aguardar negociações com o MGI antes de deflagrar paralisação.

A Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) manteve, em assembleia realizada na terça-feira (18), o indicativo de greve, ampliando a pressão sobre o governo federal por reajuste salarial e reestruturação da carreira. A decisão, que mobilizou a comunidade acadêmica, aponta para uma possível paralisação caso as negociações com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) não avancem de forma satisfatória.
Durante a reunião, os professores avaliaram a proposta do governo, que, segundo a categoria, não atende plenamente às demandas por valorização. A insatisfação se concentra na ausência de uma oferta substancial para o ano corrente, com as propostas de reajuste se concentrando apenas a partir de 2025 e 2026. A mobilização da ADUnB reflete um cenário de insatisfação generalizada entre os servidores públicos federais.
Um dos pontos cruciais é a reunião agendada para esta quarta-feira (19) entre o MGI e as entidades representativas dos docentes, incluindo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). O resultado desse encontro será determinante para os próximos passos da ADUnB, que prometeu nova assembleia para avaliar os avanços ou impasses das negociações.
Além das pautas salariais, os professores reivindicam a reestruturação da carreira, alegando que a proposta atual do governo ignora a complexidade e a diversidade das atividades docentes nas universidades federais. Há um consenso de que a valorização da categoria é essencial para a manutenção da qualidade do ensino, pesquisa e extensão oferecidos pela UnB e demais instituições federais.
O presidente da ADUnB, Luís Carlos Marques, ressaltou a importância da unidade da categoria e a necessidade de fortalecer a luta pela educação pública. Ele enfatizou que o indicativo de greve não é apenas uma ameaça, mas um instrumento legítimo de negociação para garantir que as demandas dos docentes sejam efetivamente consideradas pelo governo.
A comunidade universitária da UnB, incluindo estudantes e técnicos administrativos, acompanha de perto o desenrolar das negociações. Uma possível greve poderia impactar o calendário acadêmico e as atividades de pesquisa, gerando preocupação entre todos os envolvidos. No entanto, o movimento sindical argumenta que a paralisação é um último recurso para defender direitos e garantir investimentos adequados na educação superior.
A expectativa é que a reunião desta quarta-feira traga elementos novos para que a ADUnB e o Andes-SN possam decidir sobre a deflagração ou não da greve. A pressão dos docentes por reajustes e melhorias na carreira é um reflexo do descontentamento com a política de valorização dos servidores federais, e a UnB se posiciona como um dos epicentros dessa mobilização nacional.
Fonte: Metrópoles - DF
Leia também
Déficit no TRT-2: Concursados aguardam nomeação em São Paulo
Déficit no TRT-2: Concursados aguardam nomeação em São Paulo
A nomeação de candidatos aprovados no concurso do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), sediado em São Paulo, foi pauta de discussão na Comissão Mista de Orçamento (CMO). A deputada Professora Luciene Cavalcante destacou o déficit de quase 500 servidores, demandando urgência no provimento dos cargos. Este tribunal é considerado o maior da Justiça do Trabalho em território nacional.
EducaçãoConsórcios: Mais Eficiência na Compra de Alimentos para Merenda Escolar
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei que permite ao poder público adquirir insumos para a merenda escolar por meio de consórcios. A medida busca otimizar recursos e garantir mais qualidade e variedade nos alimentos oferecidos aos alunos. A proposta segue agora para apreciação no Senado Federal.
EducaçãoEducação em Tempo Integral Avança, mas Exige Foco na Qualidade
O número de alunos em tempo integral na rede pública brasileira cresceu 13 pontos percentuais na última década, atingindo 26,6% das matrículas em 2025. Contudo, especialistas alertam que a mera ampliação da jornada escolar não garante a qualidade educacional. O debate promovido pela Comissão de Educação no Senado Federal ressaltou a urgência de associar o aumento do tempo de permanência a mudanças pedagógicas, valorização profissional e melhorias na infraestrutura.
Mais lidas
- 1PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa
- 2Plataforma Fatal Model busca investidores na XP Expert para expansão
- 3Homicídio em Taguatinga: Homem morto a facadas em quarto de hotel
- 4Haddad lança pré-candidatura ao governo de SP com 'Coração Tranquilo'
- 5SUS Expande Cuidados Paliativos com Apoio ao Luto para Famílias