QAV: Medidas do Governo não Reduzem Custos, Afirma CEO da Latam
Setor aéreo continua pressionado pelo elevado preço do querosene de aviação, impactando as operações das companhias.

As medidas do governo para mitigar os impactos da alta do Querosene de Aviação (QAV) não foram eficazes em conter o preço do combustível, conforme declarações do CEO da Latam, Jerome Cadier. A avaliação da companhia aérea é que as iniciativas governamentais não conseguiram aliviar a pressão financeira sobre o setor, que depende substancialmente do QAV para suas operações.
O querosene de aviação é o principal insumo para as companhias aéreas, chegando a representar até 40% dos custos operacionais de um voo. Essa elevada proporção torna o setor extremamente vulnerável às flutuações do preço do petróleo no mercado internacional e à política de preços da Petrobras, que repassa esses valores às distribuidoras.
Historicamente, o mercado de QAV no Brasil é dominado pela Petrobras, o que levanta discussões sobre a concentração e a falta de competitividade que poderiam influenciar os preços. A dependência de um único grande fornecedor limita as opções das companhias aéreas e a capacidade de negociar melhores condições.
A busca por alternativas e a diversificação de fornecedores é um desafio constante para as empresas do setor. Mesmo com o esforço de buscar maior concorrência, o cenário atual ainda impõe um ônus significativo sobre as operações das companhias, que precisam absorver esses custos ou repassá-los, de alguma forma, aos consumidores.
O impacto direto dessa situação é percebido nas tarifas aéreas e na capacidade de investimento e expansão das companhias. Um QAV caro pode limitar a oferta de voos, especialmente para destinos menos procurados, e dificultar a recuperação e o crescimento do setor após períodos de crise.
A Latam, assim como outras grandes companhias aéreas atuantes no mercado nacional, monitora de perto essa questão e reforça a necessidade de soluções mais estruturais e eficazes para garantir a sustentabilidade do transporte aéreo e a competitividade do setor no longo prazo.
Fonte: Poder360
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