Senado avalia protocolo para urgências cardiovasculares no SUS
Proposta visa padronizar e agilizar tratamento de infarto e AVC em UPAs do Sistema Único de Saúde.

O Plenário do Senado Federal pode votar, nos próximos dias, um projeto de lei de grande impacto para a saúde pública. A proposta, identificada como PL 5.972/2023, estabelece a criação de protocolos padronizados para o atendimento de urgências cardiovasculares dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Um dos pontos mais relevantes do projeto é a previsão de inclusão de medidas trombolíticas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Tais tratamentos são cruciais para dissolver coágulos sanguíneos, especialmente em casos de infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC), onde a rapidez na intervenção é determinante para a recuperação do paciente e a minimização de sequelas.
A iniciativa surge da necessidade de uniformizar a abordagem e aprimorar a eficiência do socorro a pacientes que sofrem eventos cardíacos e cerebrovasculares. A padronização não só busca garantir um tratamento mais eficaz, mas também reduzir o tempo entre o início dos sintomas e a terapia adequada, fator vital para a sobrevida.
Atualmente, a variabilidade nos procedimentos e na disponibilidade de recursos pode gerar disparidades regionais na qualidade do atendimento. Com a implementação dos protocolos, espera-se que todos os pacientes, independentemente da sua localização, tenham acesso a um padrão mínimo de excelência no cuidado emergencial.
O projeto, se aprovado, representará um avanço significativo na capacidade do SUS de lidar com uma das principais causas de mortalidade e morbidade no Brasil. A agilidade no diagnóstico e no tratamento inicial, especialmente em UPAs, pode desafogar hospitais e unidades de alta complexidade.
Especialistas em cardiologia e neurologia apontam que a capacitação das equipes e a disponibilidade de fármacos trombolíticos nas UPAs serão fundamentais para o sucesso da proposta. A medida é vista como um passo essencial para modernizar a resposta do sistema de saúde a emergências que demandam intervenção imediata.
Fonte: Senado Federal - Notícias
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