Senado questiona governo sobre estratégia contra tarifas dos EUA e Lei da Reciprocidade
Comissão de Relações Exteriores busca clareza sobre planos econômicos diante de elevação tarifária americana.

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal, presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD/MS), encaminhou um ofício ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) cobrando esclarecimentos. O foco da solicitação é a estratégia governamental para mitigar os impactos da recente elevação das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
Trad expressou preocupação com a postura americana, que pode afetar setores cruciais da economia nacional. O documento enviado busca detalhar as ações que o governo brasileiro pretende adotar para defender os interesses comerciais do país e assegurar a competitividade de seus produtos no mercado internacional.
Um ponto central do questionamento levantado pelo senador Nelsinho Trad é o potencial emprego da Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025). A legislação, aprovada pelo Congresso Nacional em 2025, permite ao Brasil aplicar medidas tarifárias equivalentes em resposta a ações comerciais de outros países. A CRE busca entender se e como essa ferramenta legislativa será utilizada para contrapor as barreiras tarifárias impostas pelos EUA.
O pedido de informações visa obter um panorama claro das intenções do Poder Executivo, tanto no âmbito diplomático quanto no comercial. A comissão busca compreender como o governo planeja proteger os setores produtivos brasileiros de eventuais prejuízos causados pelas restrições comerciais americanas, garantindo um ambiente de comércio justo e equilibrado.
A iniciativa da comissão reflete a vigilância do Senado sobre as políticas externas e econômicas do país, buscando transparência e eficácia nas ações governamentais. A resposta do MDIC será fundamental para o acompanhamento do tema e para a deliberação de eventuais próximas ações legislativas, se necessário, para salvaguardar a economia brasileira.
Fonte: Senado Federal - Notícias
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