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Skaf ironiza Lula por falar do fim da 6 X 1 só na véspera da eleição

Redação Cerrado em Foco•
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Skaf ironiza Lula por falar do fim da 6 X 1 só na véspera da eleição
Skaf ironiza Lula por falar do fim da 6 X 1 só na véspera da eleição - imagem 2
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Presidente da Fiesp diz que a proposta foi apelidada de “PEC boca de urna” e que Lula desconsidera que preços vão subir por causa da mudança abrupta

“Por isso, presidente, que todo mundo chama essa PEC de PEC boca de urna”, disse Skaf; Lula defendeu publicamente a revisão da escala 6 X 1 em abril de 2025 Reprodução/Instagram @skafoficial - 7.out.2026 PODER360 7.out.2026 (quarta-feira) - 19h26 Priorize o Poder no Google O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, ironizou nesta 4ª feira (7.out.2026) a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o fim da escala 6 X 1 e afirmou que o petista só trata do tema às vésperas da eleição.

“É gozado, presidente Lula, depois de 18 anos de governo do PT, 18 anos, só agora, na véspera de eleição, ele tá preocupado com o 6 por 1. Ele não tá dizendo que o condomínio de todos vai aumentar, o supermercado, os preços da padaria, que com o mesmo dinheiro hoje você compra determinado volume de coisas, você vai comprar menos, bem menos. Isso não esquece de falar. Por isso, presidente, que todo mundo chama essa PEC de PEC boca de urna. O povo não é bobo”, disse Skaf.

Lula defendeu publicamente a revisão da escala 6 X 1 em abril de 2025. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV em 30 de abril, na véspera do Dia do Trabalho, afirmou que o governo iria “aprofundar o debate sobre a redução da jornada de trabalho vigente no país” , em que o trabalhador passa 6 dias no serviço e tem apenas 1 de descanso . “Está na hora do Brasil dar esse passo” , disse.

Depois, no início de dezembro de 2025, o governo publicou um vídeo nas redes sociais defendendo o fim da escala 6 X 1, com jornada máxima de 40 horas semanais, escala 5 X 2 e manutenção dos salários. Em 2 de fevereiro de 2026, Lula disse que a alteração era a prioridade de seu governo.

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A PEC estabelece jornada máxima de 40 horas semanais , distribuída em 5 dias de trabalho e 2 de descanso, sem redução salarial. O texto foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado em 2 de setembro, mas não avançou ao plenário porque o governo não tinha segurança de reunir os 49 votos necessários.

A dificuldade está no rito. A proposta precisa passar por 5 sessões de discussão antes de ser votada em 1º turno. O intervalo entre as sessões (interstício) pode ser reduzido por acordo entre os líderes, o que abre espaço para uma votação ainda nesta semana.

O Senado terá sessões de discussão da PEC na 4ª (7.out.) e na 5ª feira (8.out.), sempre às 14h. Conforme o regimento, são necessárias 5 sessões para a votação do 1º turno de uma PEC. Se aprovada, a proposta ainda terá de passar por outras 3 sessões de discussão antes da votação em 2º turno.

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Fonte: Poder360

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