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Supremo adia análise sobre elo de Moraes e sócio da empresa da esposa

Ministro Flávio Dino pede vista, protelando decisão em ação que questiona participação de Alexandre de Moraes em julgamentos da 123milhas.

Redação Cerrado em Foco2 visualizações
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Supremo adia análise sobre elo de Moraes e sócio da empresa da esposa
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O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nesta terça-feira (28), a votação de um pedido de impedimento contra o ministro Alexandre de Moraes, referente à sua atuação em processos envolvendo o grupo econômico da 123milhas. A decisão, tomada após solicitação de vista do ministro Flávio Dino, adia a conclusão do caso por um período de até 90 dias, gerando repercussões nos bastidores e na opinião pública.

A controvérsia gira em torno da relação entre Moraes e a holding 123Viagens e Turismo S/A, controladora da agência de viagens. A defesa do empresário Ramiro Júlio Soares Madureira, sócio da 123milhas, alegou que o ministro deveria ser declarado suspeito para julgar processos relacionados à companhia. O argumento central é que o sogro de Moraes, o advogado José Ricardo da Costa Blattes, é sócio de uma empresa que integra o mesmo conglomerado econômico.

Até o momento do pedido de vista, quatro ministros já haviam votado a favor de manter Alexandre de Moraes nos processos, descartando qualquer impedimento ou suspeição. Cristiano Zanin, relator da ação, abriu a divergência, sendo seguido por Gilmar Mendes, Edson Fachin e Luiz Fux. Ricardo Lewandowski, antes de se aposentar, também havia indicado que votaria pela manutenção, somando um total de cinco votos favoráveis.

Embora o pedido de vista tenha sido feito por Dino, o placar preliminar já indicava uma tendência de arquivamento da ação, o que permitiria que Moraes continuasse a atuar nas questões envolvendo a 123milhas. A movimentação do STF é observada com atenção, especialmente porque a decisão final pode se arrastar para depois das eleições municipais de outubro, o que adiciona uma camada de complexidade ao cenário político e jurídico.

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A alegação de impedimento se baseia no artigo 144 do Código de Processo Civil, que estabelece que o juiz não pode atuar em causas nas quais seu cônjuge ou parente, até o terceiro grau, tenha interesse no julgamento. No entanto, a maioria dos ministros que já se manifestou não viu conexão direta entre a participação do sogro de Moraes em uma empresa do grupo e um possível favorecimento ou desfavorecimento nos processos da 123milhas.

O resultado final do julgamento terá implicações significativas para a percepção de imparcialidade do Poder Judiciário, além de definir o curso das ações que tramitam no STF envolvendo a companhia de viagens. A expectativa agora se volta para a data de retorno do processo ao plenário, quando a Corte deverá definir a posição final sobre a atuação do ministro nos casos em questão.

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Fonte: Poder360

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