Tarcísio Garante Reajustes Menores na Sabesp Privatizada
Governador de São Paulo defende modelo de privatização e promete uso de dividendos para moderar tarifas aos consumidores.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reforçou sua convicção de que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), uma vez privatizada, garantirá reajustes tarifários inferiores aos que seriam aplicados por uma gestão pública. A afirmação foi feita em defesa do modelo de desestatização que está em andamento, visando aprimorar a eficiência e a qualidade dos serviços de saneamento.
Durante sua manifestação, Freitas detalhou que a estratégia principal para manter os preços sob controle é o compromisso de reverter integralmente os dividendos da empresa para moderar as tarifas. Essa medida, segundo ele, assegura que os benefícios da privatização sejam diretamente repassados aos cidadãos, evitando aumentos abusivos e garantindo acessibilidade aos serviços essenciais.
A proposta de privatização da Sabesp tem como um de seus pilares a criação de um fundo de estabilização. Este fundo seria alimentado pelos lucros da companhia e teria a função de amortecer eventuais aumentos tarifários, protegendo os usuários das flutuações econômicas e assegurando um cenário de maior previsibilidade nos custos do saneamento.
O modelo defendido pelo governo paulista busca conciliar a eficiência da iniciativa privada com o compromisso social de garantir tarifas justas. A privatização da Sabesp não se limita apenas à mudança de controle acionário, mas se configura como um plano estratégico para modernizar a infraestrutura, expandir a cobertura e aprimorar a qualidade da água e do esgoto em todo o estado.
A gestão de Tarcísio de Freitas aposta que a desestatização atrairá investimentos significativos e implementará inovações que a atual estrutura estatal teria dificuldade em prover. A meta é que a Sabesp se torne um exemplo de excelência em saneamento básico, com foco na sustentabilidade econômica e ambiental.
O debate sobre a privatização de estatais de saneamento é nacional, e a experiência paulista pode servir de parâmetro para outros estados. A promessa de reajustes controlados é um dos argumentos centrais para angariar apoio à proposta, que ainda enfrenta questionamentos e debates sobre seu impacto a longo prazo nos serviços e na população.
O projeto prevê ainda mecanismos de fiscalização e regulação robustos para garantir que os termos acordados sejam cumpridos e que os interesses dos consumidores sejam protegidos. A agência reguladora terá um papel fundamental na monitoria das tarifas e da qualidade dos serviços oferecidos pela companhia desestatizada, assegurando a transparência e a responsabilidade da nova gestão.
Fonte: Poder360
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