TCU aprova modelo para concessão de ferrovias inativas
Decisão histórica abre caminho para a reativação de trechos ferroviários em desuso no Brasil, impulsionando o setor de infraestrutura.

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em decisão unânime, o modelo para o chamamento público que visa a concessão de trechos ferroviários considerados inativos. Esta iniciativa é pioneira no país e representa um passo crucial para a modernização da malha ferroviária, abrindo a possibilidade de reativação de mais de 3.500 quilômetros de linhas que atualmente não são utilizadas.
O novo mecanismo, criado para otimizar o uso da infraestrutura existente, permitirá que o governo federal apresente esses ativos ociosos ao mercado. A ideia é atrair investimentos privados para a recuperação e operação dessas vias, com o objetivo de impulsionar o transporte de cargas e fortalecer a logística nacional. O modelo também servirá de referência para futuras autorizações ferroviárias.
A auditoria do TCU, conduzida pela Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Urbana (SeinfraUrb), analisou a proposta apresentada pelo Ministério dos Transportes. A análise resultou em recomendações para ajustes e aperfeiçoamentos, garantindo a transparência, a legalidade e a atratividade do processo para potenciais investidores.
Entre os trechos que poderão ser ofertados inicialmente, destacam-se linhas localizadas em regiões estratégicas para o agronegócio e o escoamento da produção. A reativação dessas ferrovias promete reduzir custos de transporte e diminuir a pressão sobre as rodovias, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e econômica.
Este modelo difere do regime de autorizações já existente, que permite à iniciativa privada propor a construção ou operação de novas ferrovias. O chamamento público foca em ativos já existentes, mas subutilizados, oferecendo uma via mais rápida para a injeção de capital e a retomada das operações.
Especialistas do setor de infraestrutura veem a aprovação do TCU como um divisor de águas. Eles ressaltam que a burocracia e a falta de modelos claros eram entraves para a exploração dessas ferrovias. A expectativa é de que o novo formato atraia empresas interessadas em desenvolver projetos que integrem diferentes modais de transporte.
Com a validação do Tribunal, o Ministério dos Transportes pode agora avançar com a publicação do edital, que detalhará as condições para a participação das empresas. A medida é um reflexo do compromisso em modernizar a infraestrutura logística do Brasil, buscando eficiência e competitividade no cenário global.
A iniciativa do governo federal, apoiada pelo TCU, visa não apenas reativar estruturas paradas, mas também criar um ambiente de negócios mais dinâmico para o setor ferroviário. O sucesso deste primeiro chamamento público será crucial para a replicação do modelo em outras regiões do território nacional.
Fonte: Poder360
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