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TCU nega gestão direta de verbas ambientais ao Ibama

Ministros mantêm recursos de acordos sob regras orçamentárias da União, contrariando pedido do instituto.

Redação Cerrado em Foco2 visualizações
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TCU nega gestão direta de verbas ambientais ao Ibama
TCU nega gestão direta de verbas ambientais ao Ibama - imagem 2

Em uma decisão majoritária, o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou o pedido do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para administrar de forma autônoma os recursos provenientes de acordos ambientais. Por quatro votos a dois, a Corte de contas deliberou que esses valores deverão ser integrados ao Orçamento Geral da União, submetendo-se às normas e fiscalização aplicáveis a outras receitas federais.

A proposta do Ibama visava otimizar a utilização dessas verbas, oriundas de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e Acordos de Não Persecução Civil (ANPCs), que são celebrados para reparar danos ambientais. A autarquia argumentava que a gestão direta permitiria uma aplicação mais ágil e eficiente em projetos de recuperação ambiental e fiscalização, sem a burocracia do processo orçamentário tradicional.

Contudo, o entendimento predominante entre os ministros do TCU foi a necessidade de manter a uniformidade na gestão dos recursos públicos. A decisão reforça a importância da transparência e do controle na destinação desses valores, garantindo que sejam alocados conforme as prioridades e necessidades estabelecidas pelo planejamento orçamentário do governo federal.

O relator do processo, Ministro Vital do Rêgo, argumentou em seu voto que a exceção solicitada pelo Ibama poderia abrir precedentes para que outros órgãos buscassem autonomia semelhante, comprometendo a integridade do sistema orçamentário. A fiscalização e o acompanhamento dos gastos, segundo o tribunal, são essenciais para evitar desvios e garantir a correta aplicação dos fundos em prol do meio ambiente.

Essa deliberação impacta diretamente a capacidade do Ibama de realizar investimentos e ações pontuais com maior celeridade. A partir de agora, os valores arrecadados por meio desses acordos ambientais passarão pelo processo de dotação orçamentária, competindo com outras demandas por recursos dentro da esfera federal.

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A decisão do TCU reflete um debate recorrente sobre a flexibilidade na gestão de recursos específicos e a necessidade de aderência às normas de finanças públicas. Enquanto o Ibama buscava agilidade para atuar em questões ambientais urgentes, o Tribunal priorizou a salvaguarda dos princípios de legalidade e controle orçamentário.

O Poder360 informou que a votação contou com os votos favoráveis à rejeição do pedido de Vital do Rêgo, Jhonatan de Jesus, Benjamin Zymler e Antonio Anastasia. Os ministros Augusto Nardes e Aroldo Cedraz votaram em sentido contrário, defendendo a autonomia pleiteada pelo instituto ambiental.

Espera-se que o Ibama avalie os próximos passos e como essa decisão afetará seus planos de ação e projetos futuros. A integração dos fundos ao orçamento da União demandará uma nova abordagem na captação e aplicação de recursos para a agenda ambiental.

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Fonte: Poder360

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