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Segurança

TRE-RJ Desmonta Urna Eletrônica e Garante Transparência em Segurança

Iniciativa no Rio de Janeiro faz parte de esforço nacional para reforçar confiança no sistema eleitoral

Redação Cerrado em Foco
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TRE-RJ Desmonta Urna Eletrônica e Garante Transparência em Segurança

Em um movimento para reafirmar a integridade do processo eleitoral brasileiro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou uma demonstração pública da urna eletrônica. O equipamento foi desmontado diante de jornalistas e entidades fiscalizadoras, permitindo a exploração minuciosa de seus circuitos e mecanismos de segurança.

A iniciativa faz parte da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que visa combater campanhas de desinformação e ataques frequentes contra o sistema eletrônico. O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, enfatizou que a legitimidade das urnas é incontestável, destacando-as como o sistema mais aberto, inspecionado e testado do país, com código-fonte examinado por diversas instituições, incluindo partidos, OAB, Ministério Público e Forças Armadas.

Michel Kovacs, secretário de Tecnologia da Informação (STI) do TRE, detalhou as múltiplas camadas de proteção da urna, que incluem barreiras físicas e digitais. Ele explicou o uso de lacres da Casa da Moeda com rastros de violação, assinaturas digitais, biometria e auditorias contínuas. No dia da eleição, os dados são gravados tanto na memória interna quanto em mídias externas, e em caso de falha, um sistema de contingência garante a continuidade da votação sem perda de dados.

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Kovacs reforçou que, por ser um sistema isolado, sem conexão com a internet e com atualização simultânea em todo o país, qualquer tentativa de fraude seria rapidamente detectada. Ele também esclareceu que a Justiça Eleitoral é responsável por desenhar todas as especificações técnicas e de segurança do hardware e software, com empresas privadas apenas produzindo o equipamento sob estrito cumprimento das exigências, sem controle total sobre o produto final.

Questionado sobre a possibilidade de retorno ao voto em papel, o secretário classificou a ideia como um retrocesso. Ele lembrou que a urna eletrônica foi introduzida em 1996 justamente para erradicar fraudes sistêmicas do voto impresso, como sumiço de votos e rasuras. Além disso, a apuração manual seria extremamente custosa, demorada e suscetível a erros humanos ou adulterações intencionais.

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Fonte: Agência Brasil - Política

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