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Segurança

Vigilantes e gestores de segurança privada podem ter prisão especial

Comissão da Câmara dos Deputados aprova benefício para profissionais de segurança em prisões provisórias.

Redação Cerrado em Foco1 visualizações
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Vigilantes e gestores de segurança privada podem ter prisão especial

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deu luz verde a um projeto de lei que estende o direito à prisão especial para vigilantes e gestores de segurança privada. A medida, que abrange tanto homens quanto mulheres, garante que esses profissionais permaneçam em instalações separadas dos presos comuns enquanto aguardam julgamento, ou seja, durante a prisão provisória.

Atualmente, a legislação já prevê a prisão especial para diversas categorias, como membros das Forças Armadas, diplomados em ensino superior e ministros de Estado. A iniciativa busca equiparar as condições de detenção desses trabalhadores do setor de segurança, reconhecendo a especificidade de sua atuação e os riscos inerentes à convivência com a população carcerária geral.

O deputado Alberto Fraga (PL-DF), relator da proposta, destacou que a inclusão é um reconhecimento importante à categoria. Ele argumentou que, assim como outras profissões que lidam diretamente com a segurança pública e privada, vigilantes e gestores merecem um tratamento diferenciado antes de uma sentença condenatória transitada em julgado.

Conforme o texto aprovado, a prisão especial deve ocorrer em quartéis ou outras instalações militares, se disponíveis, ou em celas separadas dos detentos comuns. A justificativa para essa distinção é a segurança e a integridade física dos próprios profissionais, que em suas funções podem ter tido contato ou antagonismo com indivíduos que acabam presos.

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O projeto de lei, agora, seguirá para análise em outras comissões da Câmara dos Deputados, incluindo a de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Sua tramitação continuará até que haja uma decisão final sobre a aprovação e eventual sanção presidencial, caso passe por todas as instâncias legislativas.

A proposta original, de autoria do ex-deputado Laerte Bessa, foi concebida com o intuito de valorizar a classe dos trabalhadores da segurança privada, que desempenham um papel crucial na proteção de patrimônios e vidas. A expectativa é que a medida contribua para uma maior dignidade e respeito a esses profissionais em momentos de privação de liberdade antes da condenação definitiva.

Essa aprovação inicial reflete um debate mais amplo sobre os direitos e as condições de trabalho dos vigilantes, uma categoria que soma milhares de trabalhadores em todo o país. A proposta visa harmonizar a legislação penal com as particularidades de quem atua na linha de frente da segurança complementar.

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Fonte: Câmara dos Deputados - Últimas

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