Zema critica STF e pede investigação de Moraes e Toffoli
Governador mineiro questiona atuação de ministros da Suprema Corte e fala em 'frutas podres' no Judiciário.


O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lançou duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a corte possui "frutas podres" e que é preciso separar os bons juízes dos maus. Em evento realizado em São Paulo na última terça-feira (18), Zema defendeu a investigação de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, sugerindo a necessidade de uma depuração dentro do Judiciário nacional.
Zema, apontado como possível candidato à Presidência da República em 2026, mencionou especificamente o ministro Alexandre de Moraes, a quem ele já havia direcionado questionamentos no passado. O governador expressou seu desejo de que uma eventual investigação contra Moraes seja apenas o primeiro passo para uma série de apurações mais amplas.
Durante o evento, que teve como foco discussões sobre os rumos do país, Zema também citou o ministro Dias Toffoli, indicando que as preocupações com a atuação de membros do STF não se restringem a um único nome. A fala do governador ecoa um sentimento de insatisfação que tem sido manifestado por setores da política e da sociedade em relação à Suprema Corte.
O político mineiro ainda fez referência ao ministro Gilmar Mendes, ao discutir a percepção pública sobre a justiça brasileira. Ele ressaltou que a falta de confiança em algumas instâncias do Judiciário compromete a credibilidade das instituições e a estabilidade democrática.
As declarações de Zema se inserem em um contexto de crescente polarização política e de questionamentos frequentes às decisões e à composição do STF. Sua posição como governador de um dos maiores estados do país confere peso às suas manifestações, que rapidamente ganharam repercussão nacional.
Embora não tenha detalhado as razões para suas acusações, a retórica utilizada por Zema sinaliza uma intenção de pautar o debate sobre a reforma e a fiscalização do Poder Judiciário. A ideia de que existem elementos que precisam ser investigados internamente na mais alta corte do país é um ponto central de sua crítica.
Fonte: Poder360
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