Publicidade
Segurança

Alckmin critica proposta de jornada flexível de Flávio Bolsonaro

Redação Cerrado em Foco•
Compartilhar:
Alckmin critica proposta de jornada flexível de Flávio Bolsonaro
Alckmin critica proposta de jornada flexível de Flávio Bolsonaro - imagem 2
Vídeo relacionado à matéria

Em vídeo selfie, vice-presidente afirma que modelo defendido pelo candidato pode reduzir a renda mensal dos trabalhadores

Alckmin comparou a proposta a um banco de reservas de um time de futebol, em que as empresas convocariam trabalhadores apenas quando houvesse necessidade, sem manter uma jornada fixa Sérgio Lima/Poder360 - 13.mai.2026 PODER360 9.out.2026 (sexta-feira) - 19h44 Priorize o Poder no Google O vice-presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSB) publicou nesta 6ª feira (9.out.2026) um vídeo em formato de selfie para criticar a proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL) de flexibilizar a jornada de trabalho. O ex-governador de São Paulo afirmou que o modelo de receber por hora pode fazer com que os profissionais ganhem menos que um salário mínimo por mês.

No vídeo, Alckmin comparou a proposta do candidato do PL à Presidência a um banco de reservas de um time de futebol. Segundo ele, as empresas poderiam convocar trabalhadores apenas quando houvesse necessidade, em vez de manter uma jornada fixa.

“ A proposta do Flávio é que a empresa só chame alguém para trabalhar se precisar. Ele tá criando um banco de reservas de trabalhador. Sabe quando o time tem os titulares e o técnico só chama outro se alguém estiver mal ou se machucar? É justamente o que vai acontecer ”, declarou. Alckmin também apresentou um cálculo com base no salário mínimo de R$ 1.621. Considerando 26 dias de trabalho por mês, afirmou que o valor corresponderia a R$ 63,34 por dia e cerca de R$ 7,80 por hora. Com a conta, argumentou que o modelo defendido por Flávio poderia reduzir a renda mensal dos trabalhadores.

A fala de Alckmin se dá depois de Flávio criticar a proposta de acabar com a escala 6 X 1, medida apoiada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e defender que os trabalhadores tenham liberdade para definir a própria carga horária. O modelo propõe remuneração proporcional às horas trabalhadas e, segundo o candidato, permitiria que cada profissional organizasse a jornada conforme suas necessidades. Ele citou como exemplo as mães que precisam conciliar o emprego com os cuidados dos filhos.

Publicidade

A PEC do fim da 6 X 1 estabelece jornada máxima de 40 horas semanais , distribuída em 5 dias de trabalho e 2 de descanso, sem redução salarial. O texto foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado em 2 de setembro, mas não avançou ao plenário porque o governo não tinha segurança de reunir os 49 votos necessários.

A dificuldade está no rito. A proposta precisa passar por 5 sessões de discussão antes de ser votada em 1º turno. O intervalo entre as sessões (interstício) pode ser reduzido por acordo entre os líderes, o que abre espaço para uma votação ainda nesta semana.

O Senado terá sessões de discussão da PEC na 4ª (7.out.) e na 5ª feira (8.out.), sempre às 14h. Conforme o regimento, são necessárias 5 sessões para a votação do 1º turno de uma PEC. Se aprovada, a proposta ainda terá de passar por outras 3 sessões de discussão antes da votação em 2º turno.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Fonte: Poder360

Compartilhar:

Leia também

Mais lidas

  1. 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
  2. 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
  3. 3Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
  4. 4PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa
  5. 5Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico