BRB: Celina Leão critica 'politização' em meio a impasse de empréstimo
Governadora reage a declarações de ministro da Fazenda Dario Durigan sobre atraso em socorro ao Banco de Brasília.
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A governadora Celina Leão (PP) manifestou nesta sexta-feira (7) seu descontentamento com a suposta 'politização' das negociações envolvendo o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões destinado a socorrer o Banco de Brasília (BRB). A declaração surge em resposta às críticas do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que negou 'inércia' federal e atribuiu ao GDF a responsabilidade pelas pendências.
Celina Leão defendeu que a questão exige 'maturidade política', ressaltando a importância do BRB para servidores públicos aposentados e a economia local. Ela afirmou que o governo de Brasília cumpriu integralmente sua parte no acordo e que a demora na liberação do empréstimo impacta negativamente o mercado financeiro.
Em meio ao impasse, o governo de Brasília acionou novamente o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar uma nova audiência de conciliação. O ministro Luiz Fux, relator do acordo, agendou o encontro para a próxima semana, convocando representantes de diversas instituições, incluindo o governo de Brasília, BRB, Advocacia-Geral da União, Ministério da Fazenda, Banco Central e Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O ministro Dario Durigan, por sua vez, rechaçou as acusações de inércia federal, alegando que o problema do BRB tem origem em falhas de governança da instituição e do próprio governo local. Durigan expressou profunda insatisfação das equipes federais com as cobranças e pontuou que a União tem contribuído em um tema que, a rigor, não lhe diz respeito.
A crise do BRB está ligada a operações malsucedidas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somam R$ 30 bilhões. Investigações da Polícia Federal, como a Operação Compliance Zero, apontaram supostas fraudes financeiras bilionárias. O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões desses créditos adquiridos são considerados 'crédito podre', exigindo um plano de capitalização urgente.
O plano de capitalização, apresentado ao Banco Central em fevereiro, visava reforçar o patrimônio do BRB. Contudo, o prazo de 180 dias para sua execução se encerrou sem que as medidas de maior impacto fossem implementadas. Enquanto o empréstimo aguarda aprovação de um consórcio de bancos, outras ações, como a responsabilização de ex-gestores e a ampliação do capital social, estão em andamento para tentar reverter o prejuízo.
Fonte: G1 DF
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