Candidatos ao GDF encerram 1ª semana de campanha com críticas e propostas
Disputa pelo Palácio do Buriti esquenta com temas como saúde, economia e assistência social em foco, além de agendas intensas nas RAs.
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A corrida pelo governo da capital federal movimentou-se intensamente na conclusão da primeira semana “útil” de campanha eleitoral. Candidatos à chefia do Poder Executivo empenharam-se em agendas públicas, estabelecendo contato direto com eleitores e detalhando propostas para os desafios da região. O dia foi marcado por carreatas, caminhadas, panfletagens e encontros com segmentos específicos da população.
José Roberto Arruda (PSD) focou na expansão da infraestrutura viária e de saúde, propondo um BRT conectando diversas regiões e a construção de um hospital em São Sebastião. Ele também abordou a situação do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores (Inas), criticando a gestão atual. Paula Belmonte (PSDB) priorizou a questão social e de segurança pública, destacando a situação das pessoas em vulnerabilidade e a necessidade de políticas de acolhimento. A candidata dedicou seu dia a entrevistas, panfletagens na Asa Sul e reuniões internas.
Ricardo Cappelli (PSB) adotou uma abordagem menos convencional, dedicando o dia a conversas com passageiros enquanto atuava como motorista de aplicativo, propondo a criação de uma plataforma de transporte governamental. Leandro Grass (PT) concentrou suas atividades em Ceilândia, caminhando pelas feiras e estação de metrô, e prometeu auditoria e transparência sobre o Banco de Brasília (BRB) como sua primeira medida, caso eleito, enfatizando a importância da região de Ceilândia.
Por sua vez, Kiko Caputo (Novo) direcionou sua campanha para as famílias atípicas, prometendo a criação de uma rede de proteção e programas de apoio às mães, em evento realizado em seu comitê central. A governadora em exercício, Celina Leão (PP), focou em políticas de saúde e assistência a pessoas em situação de rua. Ela visitou hospitais em Ceilândia e Taguatinga, defendendo a política de internação involuntária e propondo a reestruturação dos Centros Pop para oferecer mais oportunidades de reinserção social.
As críticas à gestão atual foram um ponto comum entre os candidatos de oposição, que apontaram falhas nas áreas de saúde, educação, economia e atendimento a populações vulneráveis. A governadora, em contrapartida, defendeu os avanços de seu governo e as medidas implementadas, especialmente no acolhimento social, prometendo continuidade e aprimoramento em uma eventual reeleição.
O tom da campanha reflete a diversidade de problemas e as expectativas dos eleitores em relação a temas como o sucateamento da saúde pública, a falta de oportunidades econômicas e a crescente população em situação de rua. Com a semana inicial encerrada, a expectativa é que os debates se aprofundem e os candidatos apresentem soluções mais detalhadas para os desafios enfrentados pela população local.
Fonte: G1 DF
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