Corinthians e Hypera divergem sobre multa da Neo Química Arena


Clube considera multa de R$ 47,85 milhões para romper contrato de naming rights; farmacêutica defende valor de R$ 68 milhões
Corinthians avalia transferir os direitos de nome da Neo Química Arena (foto) à Caixa Reprodução/Instagram @neoquimicaarena - 26.mai.2026 PODER360 19.out.2026 (segunda-feira) - 5h38 Priorize o Poder no Google O Corinthians e a Hypera Pharma divergem sobre o valor da multa para encerrar o contrato de naming rights da Neo Química Arena . A informação foi divulgada pelo Globo Esporte no domingo (18.out.2026). A discussão se dá enquanto o clube negocia com a Caixa Econômica Federal um acordo para quitar a dívida da construção do estádio .
Para avançar nas conversas com o banco público federal, o Corinthians avalia transferir os direitos de nome do estádio à Caixa. A mudança exigiria o encerramento do contrato atual com a Hypera Pharma, mas as partes ainda não chegaram a um acordo sobre o valor da rescisão.
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O acordo anunciado pela Hypera em setembro de 2020 tem duração de 20 anos e valor original de R$ 300 milhões. O contrato projeta multas decrescentes em caso de rompimento unilateral. Para 2026, a tabela estabelece R$ 47,85 milhões, valor usado pelo Corinthians como referência na negociação.
A Hypera Pharma defende que a multa seja corrigida pelo IGP-M, o Índice Geral de Preços – Mercado. Com a atualização, o montante chegaria a cerca de R$ 68 milhões, aproximadamente 42% acima do valor considerado pelo clube. Procurada pelo ge , a empresa informou que não comenta o assunto.
Apesar da diferença de cerca de R$ 20 milhões, a diretoria do Corinthians espera reduzir o valor final com base na relação comercial com a farmacêutica. Segundo o ge , o clube ofereceu um contrato de patrocínio como alternativa e também discute a possibilidade de a Hypera assumir os naming rights de outros espaços, como o CT Joaquim Grava.
A proposta apresentada à Caixa propõe que o banco assuma os direitos de nome do estádio como parte da negociação para quitar a dívida. A diretoria estima que esses direitos valham cerca de R$ 70 milhões por temporada. O contrato com a Hypera foi firmado com valor-base de R$ 15 milhões anuais, sujeito à correção pela inflação.
Os naming rights permitem que uma empresa associe sua marca ao nome de um estádio ou de outra propriedade por determinado período. O projeto apresentado ao banco também inclui o lançamento de títulos de capitalização, a transferência da operação financeira do Corinthians para a Caixa –como contas e pagamento de salários– e a criação de cartões vinculados ao programa Fiel Torcedor.
Em nota conjunta divulgada na 6ª feira (16.out) , Corinthians e Caixa informaram que avançaram nas conversas e assinaram um termo de confidencialidade. As instituições afirmaram que as tratativas permanecem em curso, sem anunciar um acordo definitivo sobre o nome do estádio.
O Corinthians conseguiu suspender temporariamente os pagamentos da dívida com a Caixa e a retenção de receitas de bilheteria e premiações esportivas. O débito é estimado em R$ 630 milhões. A medida dá maior disponibilidade de recursos ao clube enquanto as partes negociam.
Antes disso, o banco havia liberado R$ 13,5 milhões dos R$ 27 milhões depositados em uma conta de reserva prevista no contrato da Arena. A diretoria usou o dinheiro para pagar os salários de setembro, que estavam atrasados.
Fonte: Poder360
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