Defensor de Bolsonaro assume caso Naskar e pede Habeas Corpus
Criminalista Paulo Bueno de Azevedo entra na defesa de três investigados por suposta sonegação fiscal na empresa de segurança.


O renomado advogado criminalista Paulo Bueno de Azevedo, que integra a equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi contratado para defender três indivíduos envolvidos nas investigações sobre a empresa Naskar Segurança Privada. Os suspeitos são acusados de participar de um esquema de sonegação fiscal que pode ter desviado cerca de R$ 68 milhões em impostos.
A movimentação mais recente da defesa foi a impetração de um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Território Federal. O objetivo do pedido é garantir a liberdade ou, no mínimo, mitigar as medidas cautelares impostas aos clientes de Azevedo, que já foram alvo de mandados de busca e apreensão.
As investigações, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organização (Gaeco) do Ministério Público, apontam para a criação de uma rede complexa de empresas de fachada. Essa estrutura visava dissimular o real faturamento da Naskar e, assim, burlar o recolhimento de tributos devidos aos cofres públicos.
O nome de Paulo Bueno de Azevedo é conhecido no cenário jurídico por sua atuação em casos de grande repercussão nacional. Além da defesa de Bolsonaro em diversas frentes, o advogado já representou figuras como o empresário Eike Batista e réus em escândalos como o Mensalão e a Operação Lava Jato, o que confere um peso considerável à sua entrada no caso Naskar.
Os envolvidos na fraude tributária enfrentam acusações sérias que incluem não apenas a sonegação de impostos, mas também associação criminosa e lavagem de dinheiro. A apuração detalhada do Gaeco busca desvendar todas as ramificações do esquema e identificar os responsáveis pela evasão fiscal.
A Naskar Segurança Privada é uma empresa de porte considerável e a dimensão da suposta fraude chama a atenção. A atuação de um advogado com o perfil de Azevedo sinaliza que a defesa dos acusados promete ser robusta e deve explorar todas as vias legais para contestar as provas e acusações apresentadas pelo Ministério Público.
Fonte: Metrópoles - DF
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