PM é investigado por multar veículo 9 vezes em disputa de herança
Militar da corporação é alvo de denúncia por suposto assédio institucional e uso indevido da viatura para beneficiar amigo.


A Polícia Militar apura a conduta de um agente acusado de aplicar nove infrações de trânsito em um mesmo veículo, com intervalo de dois meses entre as autuações. A ação do militar é investigada por suposto favorecimento a um amigo em meio a uma conturbada briga por herança, levantando preocupações sobre assédio institucional e uso irregular da viatura oficial.
As autuações, que incluem infrações como estacionamento em local proibido e uso de celular, foram todas emitidas pelo mesmo policial em áreas próximas à residência da família denunciante. Testemunhas e registros indicam que o agente teria utilizado a viatura da corporação para abordar civis e, por vezes, para acompanhar o veículo alvo das multas, intensificando a suspeita de perseguição.
A disputa que teria motivado a conduta do PM envolve a herança de uma empresária falecida, que deixou bens avaliados em R$ 3 milhões. Um dos herdeiros, amigo do policial, estaria em conflito com outros membros da família. A família prejudicada pelas multas aponta que o militar estaria agindo para pressionar o grupo a ceder em parte da partilha.
Além das nove multas, os denunciantes relatam episódios de intimidação, como a abordagem do policial a familiares e até mesmo a ex-funcionários da empresária, buscando informações sobre o processo de inventário. Essas ações, segundo a denúncia, extrapolam as funções de um agente de trânsito e se enquadram em assédio moral e institucional.
Diante das acusações, a Corregedoria da Polícia Militar foi acionada e já abriu um procedimento para investigar as alegações. O militar pode responder por transgressão disciplinar e, dependendo das evidências, enfrentar sanções administrativas e até criminais, caso comprovado o uso da máquina pública para interesses pessoais.
A defesa do policial, até o momento, não se manifestou publicamente sobre o caso. A família, por sua vez, busca a anulação das multas e a responsabilização do agente, alegando que as infrações são infundadas e parte de uma estratégia de coação. O caso segue em apuração, aguardando os desdobramentos da investigação interna da PM.
Fonte: Metrópoles - DF
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