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Segurança

Drones: Projeto de Lei busca penas mais duras para crimes e uso irregular

Proposta na Câmara dos Deputados visa endurecer legislação sobre veículos aéreos não tripulados, criminalizando voos irregulares e equiparando modelos armados a armas restritas.

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Drones: Projeto de Lei busca penas mais duras para crimes e uso irregular
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A utilização de drones em ações criminosas pode resultar em penas mais severas, caso um projeto de lei atualmente em análise na Câmara dos Deputados seja aprovado. A proposta visa alterar o Código Penal e o Estatuto do Desarmamento, estabelecendo um novo marco legal para a operação de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs).

O cerne do Projeto de Lei Nº 6.946/2023 é elevar a punição para indivíduos que utilizarem drones na prática de crimes de lesão corporal e homicídio. Além disso, o texto introduz a criminalização do ato de pilotar um VANT sem a devida autorização ou em desacordo com as normas estabelecidas pelas autoridades competentes, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Um ponto crucial da proposição é a equiparação de drones que carregam ou disparam projéteis, explosivos ou outros materiais letais a armas de fogo de uso restrito. Essa classificação implica que a posse, fabricação ou comercialização desses equipamentos seria submetida às mesmas rigorosas regras aplicadas a armas militares, com penas que podem variar de três a seis anos de reclusão.

Atualmente, o Código Penal permite que o uso de meios que possam causar perigo comum, como drones, seja considerado uma qualificadora para o homicídio, elevando a pena. Contudo, a nova proposta busca uma tipificação mais específica para os crimes cometidos com esses equipamentos, refletindo a crescente preocupação com seu uso indevido.

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A justificativa para o endurecimento da legislação reside na crescente disseminação e sofisticação dos drones, que os tornam ferramentas potenciais para a prática de ilícitos, desde a invasão de privacidade até ataques mais graves. O projeto busca, assim, preencher lacunas legais e garantir que a legislação acompanhe o avanço tecnológico.

O texto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado nessas instâncias, poderá seguir diretamente para o Senado Federal, sem a necessidade de votação em plenário.

A expectativa é que a proposta contribua para um ambiente mais seguro, coibindo o uso mal-intencionado de drones e garantindo que a tecnologia seja empregada de forma responsável e dentro da legalidade, protegendo a população de seus potenciais riscos.

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Fonte: Câmara dos Deputados - Últimas

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