Durigan rechaça inércia em empréstimo BRB e critica postura do GDF
Ministro da Fazenda contesta acusações do Governo do Distrito Federal e alerta que declarações atrapalham negociação de R$ 6,6 bilhões para o banco
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Dario Durigan, ministro da Fazenda, refutou nesta quinta-feira (6) as alegações do Governo do Distrito Federal (GDF) de que haveria uma "inércia" por parte do governo federal na liberação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado a recompor o patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Durigan expressou indignação com as acusações, enfatizando que elas são "completamente descabidas" e geraram insatisfação nas equipes federais envolvidas no processo.
A polêmica surgiu após o GDF encaminhar uma reclamação formal ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia homologado um acordo para viabilizar o empréstimo em maio. Diante do impasse, Fux agendou uma nova audiência de conciliação para a próxima semana, buscando mediar a situação entre as partes.
Durigan criticou abertamente a postura do GDF, afirmando que a insistência em culpar a União por uma suposta lentidão não apenas irrita as equipes que trabalham para solucionar a questão, mas também "atrapalha o andamento dos processos". O ministro destacou que o problema do BRB tem origem em ações consideradas criminosas, e que a União, mesmo sem relação direta, tem se empenhado em encontrar uma solução.
O empréstimo de R$ 6,6 bilhões é crucial para o BRB sanar o rombo causado por operações malsucedidas e supostas fraudes envolvendo o Banco Master, totalizando bilhões de reais em créditos de difícil recuperação. O banco não divulga seu balanço patrimonial desde novembro de 2025, evidenciando a urgência da situação e a necessidade de capitalização.
Um plano de capital preventivo foi apresentado ao Banco Central em fevereiro, mas muitas das medidas de maior impacto, incluindo o empréstimo, permanecem pendentes. A audiência com Fux, que contará com representantes de diversos órgãos, incluindo Banco Central e Ministério da Fazenda, é vista como um passo essencial para destravar a negociação e garantir a estabilidade do BRB, que é fundamental para a economia local.
Fonte: G1 DF
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