Flávio Bolsonaro Responde a Críticas Sobre Vídeo de Preço de Alimentos
Senador defende postagem que compara valores de mercado, atribuindo alta de preços ao governo atual.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais para rebater as críticas que surgiram após a publicação de um vídeo em que compara preços de itens de supermercado. A postagem gerou questionamentos, especialmente por supostamente usar valores desatualizados, o que ele classificou como “narrativa da esquerda”.
No vídeo original, o parlamentar visitava um mercado e exibia etiquetas de produtos como arroz, leite, óleo de soja e carne, em uma aparente tentativa de contrastar a realidade atual com períodos anteriores. A repercussão negativa apontou para a discrepância entre os preços apresentados e os praticados atualmente, levantando dúvidas sobre a validade da comparação.
Em sua defesa, Bolsonaro afirmou que a gravação não tinha a intenção de ser um estudo aprofundado, mas sim uma demonstração da insatisfação popular com a inflação. Ele argumentou que a população tem sentido o aumento do poder de compra diminuir e que sua postagem apenas reflete esse sentimento geral.
O senador atribuiu diretamente ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pelo encarecimento dos produtos básicos. Em sua visão, as políticas econômicas da atual gestão estariam impactando negativamente o poder de compra dos brasileiros e pressionando os custos dos alimentos.
Bolsonaro ainda enfatizou que a população não necessita de análises elaboradas para perceber as mudanças nos preços. "O brasileiro não precisa que a gente faça uma tabela com estatística para saber que a vida dele está mais cara", declarou, reforçando o caráter popular de sua crítica e a percepção comum sobre a carestia.
Apesar da veemência na defesa de sua postagem, o senador não esclareceu diretamente a principal crítica levantada: a de que os preços apresentados no vídeo remeteriam a valores de 2019, período pré-pandemia e da gestão de seu pai, o então presidente Jair Bolsonaro. A ausência de resposta específica a essa questão manteve a controvérsia em torno da temporalidade dos dados exibidos.
Fonte: Poder360
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