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Política DF

Governo lança política para Data Centers, sem exigência de energia renovável

Setor de tecnologia recebe incentivos fiscais para instalação de centros de dados, mas regra sobre matriz energética flexibiliza uso de combustíveis fósseis.

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Governo lança política para Data Centers, sem exigência de energia renovável
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O governo federal lançou a aguardada Política de Desenvolvimento e Inovação para o Setor de Data Centers, uma iniciativa que visa impulsionar a infraestrutura tecnológica e a capacidade de processamento de dados do país. A medida concede importantes isenções tributárias para a instalação desses complexos, essenciais para o avanço da economia digital. O objetivo é atrair investimentos e posicionar o Brasil como um hub relevante no cenário tecnológico global.

Contrariando expectativas e propostas iniciais, o texto final da política, publicada no Diário Oficial, deixou de fora a exigência de que os data centers utilizem exclusivamente fontes de energia renováveis. Esta omissão representa uma flexibilização significativa em relação a diretrizes ambientais que defendem a transição energética e a redução da pegada de carbono.

A decisão de não impor a obrigatoriedade de energia renovável reflete, em parte, a forte pressão exercida por grupos de interesse, incluindo fornecedores de gás natural. Esses setores argumentavam que uma regra rígida poderia encarecer a operação dos centros de dados, dificultando a atração de investimentos e a competitividade do mercado nacional.

Especialistas do setor de energia e ambientalistas manifestaram preocupação com a ausência de um critério mais rigoroso. Eles apontam que, embora o incentivo à tecnologia seja fundamental, a falta de compromisso com fontes limpas pode ir na contramão dos esforços globais para combater as mudanças climáticas e comprometer a imagem do país em termos de sustentabilidade.

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Por outro lado, defensores da flexibilidade argumentam que a exigência de 100% de energia renovável poderia inviabilizar projetos, especialmente em regiões com infraestrutura limitada de energias limpas. A possibilidade de usar outras fontes, como o gás natural, ofereceria maior segurança energética e previsibilidade para os operadores de data centers, garantindo a continuidade dos serviços essenciais que demandam alta disponibilidade e volume de energia.

O governo sustenta que a política, mesmo sem a cláusula de energia renovável obrigatória, ainda representa um avanço para o setor de tecnologia. A expectativa é que as isenções fiscais, que incluem PIS/Cofins sobre equipamentos e o IPI, estimulem um crescimento robusto e a modernização da infraestrutura digital, beneficiando diversas áreas da economia e impulsionando a inovação em serviços digitais e inteligência artificial.

Apesar das discussões, a política já está em vigor, e o mercado aguarda os primeiros resultados da implementação e o impacto nos investimentos. A discussão sobre a matriz energética, contudo, provavelmente continuará pautando o debate público e a evolução de futuras regulamentações para o setor de tecnologia e infraestrutura.

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Fonte: Poder360

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