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Educação

Monitora do Marista denuncia ataques racistas de aluno na Asa Norte

Funcionária relata ter sido chamada de 'escravizada' por estudante de 11 anos; escola afirma que apura o caso.

Redação Cerrado em FocoPlano Piloto
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Monitora do Marista denuncia ataques racistas de aluno na Asa Norte

Uma monitora do Colégio Marista João Paulo II, localizado na Asa Norte, relatou ter sido alvo de ataques racistas por parte de um aluno de apenas 11 anos de idade. Priscila Mikaelen afirmou ter sido repetidamente ofendida com termos como 'escravizada' e 'vadia escravizada' pelo estudante. O incidente mais recente ocorreu quando ela solicitou que os alunos se sentassem, provocando a reação agressiva do menor.

Segundo Priscila, esta não foi a primeira vez que o aluno a desrespeitou verbalmente com ofensas de cunho racial. Diante da gravidade dos ataques, a monitora registrou um boletim de ocorrência em uma Delegacia da Criança e do Adolescente, buscando providências formais contra os atos discriminatórios vivenciados na escola.

Priscila Mikaelen expressou sua frustração com a reposta inicial da instituição. Após o episódio, o aluno foi apenas retirado da sala, sem que, a seu ver, fossem aplicadas medidas disciplinares adequadas. A monitora busca um posicionamento mais incisivo da escola para garantir um ambiente seguro e livre de discriminação.

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Em nota oficial, o Colégio Marista João Paulo II declarou que tomou conhecimento do ocorrido e repudiou “veementemente qualquer tipo de atitude discriminatória”. A instituição afirmou que iniciou os procedimentos previstos em seu regimento escolar e na política de proteção integral à criança e ao adolescente, prometendo prestar suporte aos envolvidos e resguardar os direitos de todas as partes durante a apuração dos fatos.

O caso levanta importantes debates sobre o combate ao racismo no ambiente escolar e a responsabilidade das instituições de ensino em promover a diversidade e o respeito. A denúncia de Priscila Mikaelen destaca a urgência de políticas eficazes contra a discriminação e o assédio, mesmo entre estudantes menores de idade.

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Fonte: G1 DF

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