Moraes defende isonomia de licenças: maternidade e adoção para mulheres
Ministro do STF propõe igualdade nos prazos, destacando proteção integral à criança e à família.


Em um importante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, manifestou-se pela igualdade entre os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. A proposta, que busca equiparar os períodos de afastamento remunerado, visa fortalecer a proteção integral da criança, independentemente de sua origem biológica ou adotiva.
A posição do ministro, apresentada nesta quarta-feira, ressalta a necessidade de uma interpretação constitucional que valorize o vínculo afetivo e a convivência familiar. Segundo Moraes, a licença não é apenas um direito da genitora ou adotante, mas um período fundamental para a formação dos laços iniciais e o desenvolvimento sadio do infante.
Atualmente, a legislação prevê diferenças nos prazos, gerando disparidade entre mães biológicas e aquelas que optam pela adoção. A ação em análise, proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR), busca corrigir essa assimetria, argumentando que a Constituição Federal não faz distinção entre filhos naturais e adotivos, devendo o mesmo princípio ser aplicado às licenças.
O voto de Moraes enfatiza que o período de convivência inicial é crucial para a adaptação do bebê ou criança à nova família, independentemente de ter sido gestado ou acolhido por meio da adoção. Ele destacou que a Constituição assegura a proteção da família em sua diversidade e que a interpretação deve refletir essa amplitude.
Caso a maioria dos ministros acompanhe o relator, a decisão terá repercussão em todo o país, estabelecendo um novo entendimento sobre a licença para adotantes e garantindo que o tempo disponível para mães biológicas e adotivas seja o mesmo. Isso representaria um avanço significativo na garantia dos direitos infantis e na promoção da igualdade de oportunidades para a formação de laços familiares.
O julgamento segue em andamento, com os demais ministros da Corte Suprema proferindo seus votos nas próximas sessões. A expectativa é que a decisão final reforce o compromisso do Poder Judiciário com a proteção da infância e a valorização de todas as formas de constituição familiar, alinhando a legislação à evolução social e aos princípios constitucionais de isonomia.
Fonte: Oito Quatro Notícias
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