Publicidade
Saúde

OMS lança guia para tratar obesidade em crianças e adolescentes

Redação Cerrado em Foco•
Compartilhar:
OMS lança guia para tratar obesidade em crianças e adolescentes
OMS lança guia para tratar obesidade em crianças e adolescentes - imagem 2

Diretrizes recomendam mudanças na alimentação, atividade física e comportamento; prevalência da doença quadruplicou desde 1990 entre pessoas de 5 a 19 anos

Na imagem, criança segurando um hambúrguer e batata frita Marcello Casal/Agência Brasil PODER360 10.out.2026 (sábado) - 12h35 Priorize o Poder no Google A prevalência de obesidade entre crianças e jovens de 5 a 19 anos quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%. Para encarar este desafio, a Organização Mundial da Saúde lançou, pela 1ª vez, diretrizes para enfrentar o aumento da obesidade nesta faixa etária.

De acordo com o documento, divulgado na 4ª feira (7.out.2026), cerca de 170 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos viviam com obesidade em 2024. Desse total, 70 milhões tinham de 5 a 9 anos e 100 milhões eram adolescentes de 10 a 19 anos.

A condição aumenta o risco de doenças não transmissíveis, como diabetes tipo 2 e agravos cardiovasculares .

Segundo a OMS, prevenir e manejar a obesidade é essencial para proteger a saúde física e mental desse grupo, bem como para apoiar seu crescimento saudável, educação, bem-estar social e qualidade de vida.

Para crianças e adolescentes com obesidade, a OMS recomenda fortemente intervenções estruturadas envolvendo dieta, atividade física e mudança de comportamento.

A agência da ONU não recomenda tratamento farmacológico, cirurgia bariátrica, que altera o estômago ou o trato digestivo, ou dispositivos para perda de peso para crianças de zero a 9 anos.

Para crianças e jovens de 10 a 19 anos, o tratamento com medicamentos aprovados pode ser considerado só quando um programa multimodal supervisionado de mudança de estilo de vida não tiver alcançado os resultados desejados.

A cirurgia bariátrica pode ser considerada, sob condições rigorosas, para adolescentes com obesidade grave.

As recomendações também enfatizam a importância de abordar a saúde mental juntamente com a obesidade.

Publicidade

Ansiedade, depressão, baixa autoestima e desregulação emocional podem contribuir para hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e isolamento social.

Além disso, crianças e adolescentes com obesidade podem sofrer estigma e bullying, o que prejudica seu bem-estar emocional.

A OMS defende que os profissionais de saúde devem abordar tanto a obesidade quanto as condições de saúde mental de forma precoce e conjunta, utilizando estratégias inclusivas, adequadas ao estágio de desenvolvimento e que envolvam a família.

A diretora do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS, Luz María De Regil, afirmou que “a base do cuidado da obesidade para crianças e adolescentes não são medicamentos ou cirurgias, mas sim o acesso a um suporte abrangente” .

Segundo ela, o foco é uma alimentação saudável, a prática de atividades físicas e mudanças de comportamento sustentáveis.

A especialista acrescentou que a prioridade deve ser garantir apoio desde cedo, ajudando as crianças a alcançar e manter um peso saudável.

A agência de saúde também defende políticas que tornem dietas saudáveis ​​e a atividade física mais acessíveis e com custos mais baixos, incluindo medidas regulatórias e fiscais.

Este texto foi originalmente publicado pela Organização das Nações Unidas, em 7 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Fonte: Poder360

Compartilhar:

Leia também

Mais lidas

  1. 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
  2. 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
  3. 3Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
  4. 4PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa
  5. 5Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico