Política Nacional de Conscientização sobre LAM Aguarda Sanção Presidencial
Projeto de lei visa aprimorar o diagnóstico e tratamento de doença pulmonar rara, predominantemente feminina, no Sistema Único de Saúde.

Uma proposta legislativa de suma importância para a saúde pública, que institui a Política Nacional de Conscientização e Orientação sobre a Linfangioleiomiomatose (LAM), foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. O texto agora aguarda a sanção da Presidência da República para se tornar lei, prometendo um avanço significativo no manejo dessa condição rara no país.
A LAM é uma doença rara e progressiva, caracterizada pela formação de cistos nos pulmões, mas que também pode afetar rins e o sistema linfático. Ela incide majoritariamente em mulheres em idade reprodutiva, entre a puberdade e a menopausa, podendo resultar na perda gradual da capacidade respiratória. Estima-se que entre mil e duas mil pessoas sejam portadoras da enfermidade no Brasil, ressaltando a necessidade de diretrizes claras para seu enfrentamento.
O Projeto de Lei (PL 5.238/2025), de autoria do senador Alan Rick (Republicanos-AC), quando ainda deputado, recebeu parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A matéria foi amplamente discutida e validada no Senado, enfatizando o compromisso com a saúde e bem-estar dos cidadãos afetados por doenças pouco conhecidas.
Entre as principais ações previstas pela nova política, destacam-se a capacitação de profissionais de saúde para o reconhecimento dos sintomas e diagnóstico da LAM, a criação de centros especializados para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes. Além disso, a lei determinará a implantação de um sistema nacional de coleta e processamento de dados sobre os casos, essencial para o planejamento e aprimoramento das estratégias de saúde pública.
Um ponto crucial da proposta é a garantia de acesso, via Sistema Único de Saúde (SUS), a todos os meios disponíveis para o tratamento e controle da doença. Embora não exista uma cura definitiva, medicamentos como o Sirolimo já foram incorporados ao SUS e podem retardar a progressão da LAM. Em situações avançadas, o transplante pulmonar emerge como uma alternativa vital, evidenciando a complexidade e a urgência de um suporte médico adequado.
A senadora Damares Alves ressaltou que a raridade da LAM e a natureza inespecífica dos seus sintomas iniciais representam grandes desafios, atrasando o diagnóstico e o encaminhamento correto dos pacientes. Muitas vezes, os primeiros sinais são confundidos com outras doenças respiratórias mais comuns, prolongando o sofrimento e a incerteza dos indivíduos afetados.
Com a implementação desta política, espera-se que haja um aumento significativo no conhecimento sobre a LAM, um diagnóstico mais rápido e preciso, e uma melhoria substancial na qualidade de vida dos pacientes. A medida representa um avanço importante para a comunidade médica e para aqueles que convivem com essa condição debilitante, oferecendo esperança e suporte onde antes havia pouca informação.
Fonte: Senado Federal - Notícias
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