Saúde: Projeto Garante Acesso a Dados Médicos de Pacientes Inconscientes
Proposta em análise na Câmara protege direitos de familiares e pacientes em situação de vulnerabilidade.

Um projeto de lei em debate na Câmara dos Deputados promete alterar a legislação vigente para assegurar que familiares tenham acesso irrestrito às informações clínicas de pacientes que estejam inconscientes e sem condições de expressar sua vontade. A proposta visa eliminar lacunas legais que, em muitas situações, impedem o compartilhamento vital de dados médicos, gerando angústia e incerteza para os entes queridos.
A iniciativa propõe a inclusão de um dispositivo específico na Lei Orgânica da Saúde, que trata dos direitos e deveres dos usuários do sistema de saúde. A ideia central é autorizar formalmente a divulgação de prontuários, diagnósticos, prognósticos e planos de tratamento a cônjuges, companheiros, filhos, pais ou outros familiares diretos, desde que previamente designados ou na ausência de manifestação do paciente.
Atualmente, a legislação brasileira, incluindo o Código de Ética Médica, prioriza o sigilo das informações do paciente, mesmo em casos de inconsciência, o que pode criar um impasse. Médicos frequentemente se veem em uma situação delicada, buscando equilibrar a confidencialidade e a necessidade de comunicar-se com a família para decisões importantes sobre o tratamento.
Defensores da proposta argumentam que a medida é humanitária e essencial para a tomada de decisões esclarecidas, especialmente em cenários de emergência e UTI. O acesso a essas informações permite que a família acompanhe de perto a evolução do quadro clínico, compreenda as opções terapêuticas e contribua para um plano de cuidados mais alinhado aos desejos presumidos do paciente.
O trâmite do projeto prevê análise em diversas comissões da Câmara antes de seguir para o Senado Federal. A expectativa é que, se aprovado, ele traga mais segurança jurídica para profissionais de saúde e mais tranquilidade para famílias que enfrentam a difícil situação de um paciente inconsciente.
Fonte: Câmara dos Deputados - Últimas
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