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Saúde

Campanha de Lula propõe SUS “inteligente e conectado” para o futuro

Plano de governo para saúde inclui investimentos em digitalização, atenção primária e indústria farmacêutica nacional.

Redação Cerrado em Foco••2 visualizações
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Campanha de Lula propõe SUS “inteligente e conectado” para o futuro
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer transformar o SUS em um sistema “inteligente, robusto e conectado”, com investimentos em tecnologia da informação, qualificação de gestores e redução do desperdício de recursos públicos. A informação foi dada por Nilton Pereira Junior, diretor de programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde e representante da candidatura de Lula, durante evento com entidades da indústria da saúde em São Paulo nesta 5ª feira (24.set.2026).

Nilton representou a candidatura de Lula em um painel onde presidenciáveis foram convidados a apresentar suas agendas para o setor de saúde. Ele defendeu que o SUS Digital é uma das prioridades do programa de governo e que a digitalização do sistema pode melhorar a fiscalização sobre o uso dos recursos públicos.

“Fazer um grande sistema informatizado no SUS, como nós já estamos fazendo no SUS Digital, é uma prioridade da candidatura do presidente Lula, de cada vez mais tornar o SUS um sistema inteligente, robusto, conectado, reduzindo o desperdício do recurso público”, afirmou.

A expansão da atenção primária à saúde é apresentada como um dos eixos da proposta. Nilton afirmou que o orçamento federal destinado à atenção primária cresceu 70% de 2023 a 2026 em relação ao valor de 2022 e que a meta é garantir que de 80% a 90% da população brasileira tenha uma equipe de saúde da família próxima de casa.

O representante citou o programa Saúde na Escola como exemplo de ação preventiva retomada pelo atual governo. Segundo ele, a iniciativa contribuiu para reduzir a gravidez na adolescência, aumentar a cobertura vacinal e ampliar a prática de atividades físicas entre crianças e adolescentes.

“Quanto mais a gente tiver um médico de família, um enfermeiro de família, uma equipe multiprofissional ali no território, mais a gente reduz as doenças crônicas”, disse.

Na agenda para a indústria, a candidatura defende elevar de 40% para 70% a participação da produção nacional no abastecimento do SUS. Segundo Nilton, atualmente 60% dos insumos necessários ao sistema vêm do exterior.

Para avançar nessa direção, o governo aposta nas PDPs (Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo). Nilton afirmou que existem atualmente 31 parcerias em vigor com instituições privadas e laboratórios públicos, como Instituto Butantan, Fiocruz, Bio-Manguinhos e Hemobrás.

O representante citou como exemplo a retomada da produção de insulina no Brasil, que, segundo ele, ficou interrompida por 20 anos. Por meio de uma PDP envolvendo o Estado de Minas Gerais e a iniciativa privada, o país voltou a produzir insulina glargina.

Nilton também afirmou que, nos últimos 4 anos, mais de 160 medicamentos foram incorporados ao SUS, incluindo produtos que, segundo ele, aguardavam a inclusão havia até 12 anos.

“Enquanto os Estados Unidos cancelam contratos e expulsam indústrias norte-americanas do território, nós estamos acolhendo aqui no Brasil indústrias do mundo inteiro, mas apoiando a indústria nacional a desenvolver a plataforma de vacina de RNA mensageiro com laboratórios públicos e parceiros privados”, afirmou.

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O fortalecimento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi outro ponto destacado. Nilton disse que a gestão atual encontrou a agência com processos manuais, número insuficiente de servidores e baixa capacitação. Segundo ele, desde então foram adquiridos softwares, incorporada inteligência artificial à análise de processos e criadas novas vagas por meio do programa Agora Tem Especialistas.

Na pesquisa clínica, o representante da campanha afirmou que o Brasil passou da 18ª para a 12ª posição no ranking mundial de produção científica na área entre 2022 e 2026, com avanço de 30%. A meta para o próximo governo, segundo ele, é colocar o país entre os 10 primeiros.

Nilton também citou uma parceria com o México que, segundo ele, permitirá à agência reguladora mexicana reconhecer análises brasileiras como prioritárias, acelerando a aprovação de medicamentos naquele país.

Sobre a judicialização da saúde, Nilton defendeu que a incorporação responsável de medicamentos é uma das formas de reduzir a pressão sobre o Judiciário. Ele citou o acordo firmado em torno do medicamento Zolgensma, cujo custo é de R$ 7 milhões por dose, como exemplo de entendimento entre Estado, indústria e Judiciário.

“O Brasil fez, ineditamente, um acordo de compartilhamento de risco mediado pelo Judiciário, beneficiando pacientes do Brasil, beneficiando a indústria e beneficiando o Sistema Único de Saúde”, afirmou.

Na reforma tributária, a candidatura defende a manutenção das isenções de CBS e IBS para medicamentos adquiridos pelo SUS, incluindo os destinados ao tratamento de HIV/Aids, doenças raras e câncer. Para dispositivos e equipamentos médicos, o programa prevê avançar na redução da carga tributária, especialmente sobre compras públicas.

Questionado sobre as ações imediatas em caso de vitória, Nilton elencou 3 frentes. A principal é a redução das filas para atenção especializada, com a instalação de centros de tratamento oncológico completos, com cirurgia, quimioterapia e radioterapia, em todas as macrorregiões de saúde do país.

Ele afirmou que todos os Estados brasileiros já contam com ao menos 1 aparelho de radioterapia e que a meta é ampliar a cobertura para cada região que atenda cerca de 500 mil habitantes. A candidatura também defende o cumprimento da regra dos 30 dias entre o diagnóstico e o início do tratamento oncológico.

A 2ª prioridade é a saúde da mulher e do idoso, com ampliação de maternidades, centros da mulher.

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Fonte: Poder360

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