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Segurança

Governo derruba 506 sites de apostas irregulares e monitora rede de bets

Força-tarefa atua após MP proibir bets, identificando publicidade e canais no Telegram que promovem jogos de azar

Redação Cerrado em Foco•
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Governo derruba 506 sites de apostas irregulares e monitora rede de bets
Governo derruba 506 sites de apostas irregulares e monitora rede de bets - imagem 2

Uma força-tarefa do governo federal derrubou 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas online. A ação ocorreu após a edição da Medida Provisória (MP) que proibiu as 'bets' no Brasil, publicada na 6ª feira (25.set.2026). Além disso, uma rede de divulgação de apostas online com 212 mil usuários no Telegram está sob monitoramento.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que o monitoramento do mercado de apostas no ambiente digital foi ampliado por meio de uma força-tarefa entre o órgão e o Ministério da Fazenda. O objetivo é "interromper o acesso a plataformas que operem sem autorização e impedir que novos endereços sejam usados para oferecer apostas ao público brasileiro", declarou o MJSP.

Um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do MJSP identificou que a publicidade de bets continuava circulando em plataformas da Meta, do Google e no TikTok. Esses anúncios, que promoviam novos cadastros com bônus e incentivos como "convide amigos e ganhe R$ 888,00" e "Ganhe R$ 50,00 grátis", foram notados mesmo após a MP, que estabelece um prazo de 10 dias para a retirada de publicidade já existente e proíbe novos anúncios. No Google, foram identificados 1.900 anúncios, sem distinção entre novos e preexistentes.

O Ciberlab anunciou que continuará o monitoramento das plataformas para garantir o cumprimento da legislação, solicitando às bigtechs medidas para detectar páginas com identidade dissimulada e links mascarados. Na Meta, foram identificados 7 anúncios, dois dos quais começaram a ser veiculados durante a vigência da MP, e o MJSP pediu a notificação da Meta para a derrubada. O relatório aponta que alguns anúncios utilizavam nomes de páginas diferentes das marcas exibidas e links com domínios que não correspondiam à marca anunciada, o que pode indicar ocultação do anunciante real e do destino do tráfego.

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As ações contra os 506 sites suspeitos e o monitoramento da publicidade das bets fazem parte da "estratégia de impedir que a oferta de apostas continue por novos domínios, anúncios, aplicativos e outros caminhos no ambiente digital", segundo o ministério. A força-tarefa também identificou 43 canais e grupos ativos no Telegram, com um total de 212,6 mil integrantes, que promovem apostas e jogos de cassino online. A relação dessas contas foi encaminhada no domingo (27.set) aos órgãos competentes da Fazenda e da Justiça para as devidas providências. O governo identificou promessas de “260% de lucro mensal”, oferta de “robôs” para apostas e alegações de taxas de acerto de até 99,8% nesses canais.

A "atuação integrada busca impedir que a retirada formal das bets seja contornada pela migração das atividades para redes sociais, aplicativos, grupos fechados, canais clandestinos ou plataformas hospedadas fora do país", ressaltou o MJSP. Após a publicação da MP, teriam surgido mais de 400 novos sites de apostas online sem registro no Brasil, conforme dados do site Bet Legal, mantido pela empresa de cibersegurança Iron Security, que presta serviços a casas de apostas online no Brasil. Essa plataforma começou a medir o número de bets irregulares em 1º de setembro deste ano, com os primeiros sites detectados a partir de 21 de setembro, quatro dias antes da publicação da MP. Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil em 28 de setembro de 2026.

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Fonte: Poder360

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