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Saúde

IFI Alerta para Crescimento Contínuo de Despesas Governamentais

Relatório da Instituição Fiscal Independente destaca pressão sobre o orçamento, apesar da meta fiscal de 2026 mais 'folgada'.

Redação Cerrado em Foco
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IFI Alerta para Crescimento Contínuo de Despesas Governamentais

As despesas do governo federal continuam em uma trajetória de crescimento acelerado, conforme revelou o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de agosto, divulgado pela Instituição Fiscal Independente (IFI). O documento sublinha que tanto os gastos obrigatórios quanto as chamadas despesas discricionárias rígidas — aquelas que, embora não obrigatórias, são de difícil corte na prática — têm contribuído para essa expansão, gerando um cenário de "extremo engessamento orçamentário" no país.

Durante coletiva de imprensa, Alexandre Andrade, diretor da IFI, destacou uma piora do déficit primário estrutural nos dois primeiros trimestres de 2026. Ele explicou que, apesar do aumento da receita, a maior pressão de despesas foi o fator determinante. Contudo, Andrade ressaltou que o cumprimento da meta fiscal de 2026 se tornou mais factível, em grande parte devido ao aumento das receitas provenientes da alta no preço do petróleo, especialmente entre maio e julho, impactado por conflitos internacionais.

Essa conjuntura, com um petróleo mais valorizado e um fluxo de receitas mais robusto, projeta um cumprimento da meta fiscal para o ano corrente com relativa folga. No entanto, o diretor da IFI enfatizou que a sustentabilidade desse cenário é questionável a longo prazo, alertando para a necessidade de atenção redobrada para os exercícios fiscais subsequentes. "As receitas não vão conseguir crescer indefinidamente nos próximos anos", previu Andrade.

O relatório da IFI estima um déficit estrutural de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) até o segundo trimestre de 2026. A instituição, vinculada ao Senado Federal, reconhece os esforços da equipe econômica na gestão da execução orçamentária diária para otimizar os resultados fiscais. Entretanto, a IFI insiste que a nação demanda um ajuste estrutural mais significativo e duradouro para garantir um horizonte fiscal desejável.

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A análise da IFI baseia-se primordialmente nos dados do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do terceiro bimestre de 2026. Esse documento servirá de alicerce para as projeções contidas no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2027), a ser enviado à Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Conforme a IFI, o panorama fiscal permanece desafiador, influenciado por fatores como a aceleração do pagamento de emendas parlamentares devido à legislação eleitoral, a redução de gastos com programas sociais e, paradoxalmente, o incremento das receitas geradas pelo petróleo. Nos primeiros sete meses do ano, o governo central registrou um déficit primário de R$ 81,2 bilhões. As receitas líquidas cresceram 6,0% acima da inflação, enquanto as despesas aumentaram 6,3% em termos reais.

Tanto a IFI quanto o governo projetam um déficit primário efetivo em torno de 0,4% do PIB para 2026. O cumprimento formal da meta estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 será atingido após deduções legais de despesas e o uso do intervalo de tolerância. O centro da meta para este ano previa um superávit primário de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões.

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Fonte: Senado Federal - Notícias

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