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Saúde

Saúde e Proteção: Câmara Avança em Direitos de Mulheres Tradicionais

Proposta que visa ampliar acesso a serviços essenciais para comunidades como indígenas e quilombolas segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça.

Redação Cerrado em Foco
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Saúde e Proteção: Câmara Avança em Direitos de Mulheres Tradicionais

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados deu um passo significativo para a valorização e amparo das mulheres de comunidades tradicionais. Em recente sessão, foi aprovado um substitutivo ao Projeto de Lei 477/2023, que propõe a ampliação do acesso a serviços de saúde, bem como o fortalecimento de mecanismos de proteção contra a violência e a discriminação.

O cerne da proposta reside no reconhecimento das especificidades culturais e sociais dessas comunidades. O texto aprovado, que agora seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), busca integrar os saberes tradicionais e as práticas de saúde ancestrais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso inclui o direito a um atendimento que respeite suas crenças e costumes, promovendo um cuidado mais humanizado e eficaz.

Entre as principais mudanças, destaca-se a garantia de que as políticas públicas sejam elaboradas e implementadas com a participação ativa das mulheres dessas comunidades. A ideia é assegurar que as ações de saúde e proteção sejam culturalmente adequadas, combatendo a invisibilidade e a marginalização histórica a que esses grupos têm sido submetidos.

A relatora da matéria, deputada Maria Arraes (Solidariedade-PE), enfatizou a importância de políticas que contemplem a integralidade da saúde feminina, considerando as particularidades de cada povo. Ela destacou que o projeto visa não apenas combater a discriminação, mas também valorizar o papel fundamental dessas mulheres na preservação cultural e na sustentabilidade ambiental de suas comunidades.

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O substitutivo também prevê a criação de mecanismos específicos para a prevenção e o combate à violência contra a mulher nas comunidades tradicionais, um problema frequentemente subnotificado e agravado pela distância dos centros urbanos e pela falta de acesso à justiça. O texto busca assegurar que essas mulheres tenham canais acessíveis para denúncias e apoio, respeitando seus contextos.

Com a aprovação na comissão, o projeto demonstra o reconhecimento legislativo da necessidade de um olhar diferenciado para indígenas, quilombolas, ribeirinhas, ciganas, entre outras. A expectativa é que a análise na CCJ reforce o arcabouço legal para que esses direitos sejam efetivados, transformando a vida de milhares de mulheres em todo o país.

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Fonte: Câmara dos Deputados - Últimas

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