SUS terá avaliação periódica da saúde da mulher após aprovação na Câmara
Projeto de lei estabelece acompanhamento integral para detecção precoce de doenças, aguardando sanção presidencial.

A saúde da mulher brasileira receberá um reforço significativo no Sistema Único de Saúde (SUS) após a aprovação pela Câmara dos Deputados de um projeto de lei que estabelece a avaliação periódica e integral das cidadãs. O objetivo central é promover a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de doenças que afetam a população feminina, garantindo um acompanhamento contínuo e estruturado.
O projeto, que agora se encaminha para a sanção presidencial, institui um protocolo que permitirá às mulheres realizarem exames preventivos de forma sistemática. A iniciativa busca cobrir desde a infância até a terceira idade, abordando as diferentes fases da vida e suas necessidades específicas de saúde, como saúde sexual e reprodutiva, controle do câncer de mama e de colo de útero, e questões relativas à menopausa.
Durante os debates no Congresso Nacional, parlamentares destacaram a importância de se ter uma política pública focada na saúde feminina, muitas vezes negligenciada ou acessada apenas em momentos de urgência. A proposta ressalta a relevância de exames como mamografia, Papanicolau e testes para infecções sexualmente transmissíveis, além da orientação sobre hábitos saudáveis e bem-estar geral.
A implementação dessa nova regra no SUS deverá envolver a capacitação de profissionais de saúde e a adequação da infraestrutura das unidades de atendimento. A expectativa é que, ao longo do tempo, a avaliação periódica contribua para a redução de índices de mortalidade e morbidade por doenças que poderiam ser evitadas ou tratadas com maior eficácia se detectadas precocemente.
Entidades médicas e de defesa dos direitos das mulheres têm acompanhado de perto a tramitação da proposta, celebrando a aprovação como um passo fundamental para a promoção da equidade em saúde. Elas argumentam que o acesso facilitado e a rotina de exames são cruciais para quebrar barreiras e garantir que todas as mulheres tenham a oportunidade de cuidar de sua saúde de forma proativa.
Caso seja sancionado, o governo federal terá a responsabilidade de regulamentar os detalhes da aplicação da lei, definindo os períodos e a abrangência das avaliações, bem como os recursos necessários para sua efetivação. A medida representa um avanço na política pública de saúde, priorizando a atenção primária e a qualidade de vida das mulheres em todo o território nacional.
O presidente da República terá a prerrogativa de vetar ou sancionar o texto na íntegra. A sanção é amplamente aguardada por diversos setores da sociedade, que veem na proposta uma oportunidade de fortalecer o SUS e oferecer um serviço mais completo e acessível à população feminina.
Fonte: Câmara dos Deputados - Últimas
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