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Política DF

PEC 65: Autonomia financeira do Banco Central avança no Congresso

Proposta que concede independência orçamentária ao BCB busca aprimorar gestão e fortalecer a estabilidade econômica.

Redação Cerrado em Foco
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PEC 65: Autonomia financeira do Banco Central avança no Congresso

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/23, que busca estender a independência do Banco Central do Brasil para além da esfera operacional, garantindo também autonomia financeira e orçamentária. A matéria, relatada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), avança agora para discussão e votação em plenário.

A proposta estabelece que o BCB terá autonomia para gerir seu próprio orçamento e suas despesas, seguindo as diretrizes de política monetária e cambial definidas. Atualmente, apesar de sua independência formal, a alocação de recursos e a contratação de pessoal ainda dependem de aval do governo federal, através do Ministério da Economia ou Planejamento, o que a PEC visa modificar.

Defensores da PEC argumentam que a autonomia financeira fortalecerá a capacidade do Banco Central de atuar com maior eficiência e agilidade na condução da política monetária, livre de possíveis pressões políticas na alocação de recursos. Isso, por sua vez, contribuiria para uma maior credibilidade da instituição e para a estabilidade econômica, especialmente no controle da inflação.

Por outro lado, críticos da medida levantam preocupações sobre a falta de mecanismos de controle externo mais robustos para uma instituição com total independência orçamentária. Há o receio de que a ausência de supervisão direta do Poder Executivo possa gerar ineficiências ou desvios na gestão dos recursos públicos, embora o texto preveja que o Tribunal de Contas da União (TCU) continuará a fiscalizar as contas do BCB.

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Um dos pontos-chave da PEC é a proibição do BCB de contrair dívidas em nome da União, garantindo que sua gestão financeira seja autossuficiente e responsável. A autonomia proposta também poderá impactar a forma como o banco define salários e a estrutura de carreira de seus servidores, conferindo maior flexibilidade, mas também exigindo maior transparência.

Para que a PEC seja promulgada, ela precisará ser aprovada em dois turnos tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, com o apoio de três quintos dos parlamentares em cada Casa. O debate promete ser intenso, com diferentes visões sobre o papel e a governança de uma instituição tão central para a economia nacional.

O senador Plínio Valério destacou em seu relatório a importância de alinhar o Banco Central brasileiro às melhores práticas internacionais, onde muitas instituições congêneres já gozam de plena autonomia. A expectativa é que essa mudança eleve o patamar de governança e reforce a confiança dos mercados na condução econômica do país.

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Fonte: Poder360

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